terça-feira, 3 de março de 2009

COISAS QUE A GENTE DESCOBRE ENQUANTO VIVE.

Coisas que a gente descobre enquanto vive.

A gente descobre que as pessoas, inclusive nós, podemos errar muitas vezes na vida; embora os erros não nos sirvam para muita coisa a não ser para nos ensinar sempre algo maior que eles;
Que existem carinhos falsos e pessoas também. Embora muitos ainda sejam verdadeiros e autênticos;
Que a verdade não é algo pronto e acabado, mas uma ação construída diariamente, geralmente com grandes pelejas e superação de desafios;
Que sorrir faz bem para alma de quem rir ao mesmo tempo em que estimula aos que não sabem ou esqueceram por causa das circunstanciais dolorosas da vida, além de ser um grande poder humano que somente nós possuímos e que por isso devemos usar-lo o máximo de vezes possível durante o dia e durante toda a vida;
Que a felicidade não cai do céu, mas é conquistada. Porém, somente pelos determinados e valentes em tal busca;
Que a juventude é extremamente fugaz e que de repente já não somos mais o que éramos antes, principalmente nas curvas e no rosto; mas não somos nossas curvas e nem os nossos traços do rosto. Estes apenas representam a nossa história;
Que o tempo é demasiadamente apressado e corre ligeiro demais;
Que há em nós e nos outros, certas coisas inclusive defeitos, que nunca mudarão. Mas isto não significa que não devamos lutar. Pois quase sempre enquanto lutamos contra um, terminamos por vencer muitos outros;
Que a idade, embora as rugas sejam, não é algo controlável e, portanto, não temos nenhum poder sobre ela;
Que o passado não serve de nada senão para dar sentido ao presente e planejar o próximo passo na caminhada;
Que o futuro é distante e incerto demais para ser esperado. O hoje, com todas os seus atropelos e desafios, é sempre mais interessante;
Que a vida é o mais belo dos presentes de Deus;
Que amizade verdadeira não se encontra em qualquer lugar, nem em qualquer pessoa e nunca está em promoção. É preciso dedicação constante e ininterrupta de ambas as partes;
Que vive melhor quem sabe doar sua vida a uma causa e não se entrega aos problemas por maiores que pareçam ser;
Que não tem problema algum sentir raiva, de vez em quando, de si mesmo ou dos outros, desde que esta não se transforme em ódio que vira câncer e tantos outros males do corpo e da alma;
Que é preciso vez por outra ser criança e outras tantas, gente grande e madura, segura do que se quer na vida;
Que melhor do que caminhar é saber para onde se está indo. Pois não há nada mais sem graça na vida do que caminhar sem sentido ou meta;
Que o amor existe. Mas não sem exigir certos sacrifícios e dedicações aos que desejam conhecê-lo verdadeiramente;
Que ser forte não quer dizer não errar nunca. E perder não é o mesmo que ser fraco. Pois há circunstâncias em que perdendo é que ganhamos. E outras em que mesmo perdendo de fato, podemos demonstrar grande fortaleza pelo simples fato de sabermos suportar as amarguras da derrota e perder de cabeça erguida seja o que for ou como for;
Que a oração abre um bocado de portas e janelas, inclusive as mais difíceis e algumas ditas impossíveis. Pois muitas vezes o impossível é apenas o possível não tentado ou tentado de forma errada ou em momento inadequado;
Que ser santo não significa ser perfeito, pois há tantos imperfeitos que são tão santos;
Que quando não há mais o que fazer, orar passa a ser a única coisa necessária que devemos fazer;
Que a perfeição, embora longínqua, é ideal para ao menos contemplá-la, pois serve como meta aos heróis e lutadores. Mas se você não é herói, seja ao menos lutador;
Que perdoar é uma questão de decisão, sobrevivência, convivência e principalmente de querer;
Que ser bom não é o mesmo que ser besta, embora ambos comecem com ¨b¨;
Que somos infinitamente mais fortes por dentro do que o que pensamos ou dizem erroneamente da gente;
Que o que enxergamos e dizemos dos outros, geralmente é o que nós mesmos somos, mas temos dificuldade em admitir;
Que podemos viver sem certas pessoas, por menos ou mais importantes que possam ser;
Que a melhor oração nem sempre é aquela que fazemos quando queremos, mas principalmente quando precisamos, depois de viajarmos para dentro do nosso ¨EU¨.pois esta é a mais difícil viagem de se fazer;
Que a beleza do mundo tem muito a ver conosco;
Que Deus é mais real do que nossa descrença possa imaginar;
Que esquecemos mais depressa o bem que nos foi feito do que o mal que somente nos tentaram fazer;
Que as palavras têm muita força e poder para o mal e especial e infinitamente para o bem, traduzida como bênção;
Que o mais importante não é o tanto de tempo que vivemos, mas o quanto e como estamos vivendo;
Que nem tudo está perdido, nem quando nós mesmos estamos perdidos, sem saber para onde ir ou o que fazer da vida. E, principalmente;
Que a vida continua, mesmo quando não continua mais para nós.

A.da Cunha

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